setembro 01, 2011

Li, gostei e repasso "grátis"

Texto do Blog do meu amigo Valmir Guedes:


Mocinho X bandido
Onde estão os mocinhos e bandidos de nossa infância e juventude? Quem é, hoje em dia, um e outro? Como podemos diferenciá-los?
Sim! Porque antigamente me parece que era bem mais fácil distinguir os dois lados. E torcer por um deles.
Hoje é um emaranhado só. Uma confusão sem tamanho. Tem muito bandido com cara de mocinho, e muito mocinho meio que perdido, sem saber por onde seguir, quem defender, que destino tomar. É inversão de valores, me diz um colega. E penso que é isso mesmo.

Não há mais a dicotomia, o preto-branco, verdade-mentira, esquerda-direita, liberal-conservador, etc. Não me admira que há tanta gente desiludida, desesperançada, descrente de tudo.
Ninguém sabe mais quem é quem, em quem confiar. O que é a verdade? Quem está certo? Para quem devemos torcer? Em quem acreditar? Há tanta gente disfarçada de bons moços...de honestos...de verdadeiros...bons pais...bons filhos...bons empregados...bons patrões...Aparências, meras aparências. Passa o tempo, ou circunstâncias outras e acaba-se descobrindo que não era nada disso. A máscara cai. E aparece a verdadeira realidade.

Perdemos a referência. Os mocinhos de nosso passado eram mocinhos de fato e de direito. Morriam muitas vezes por isso, defendendo a honestidade, a ética, a verdade. E torcíamos por eles. Que no final do filme ainda ficavam namorando a mocinha, no “foram felizes para sempre”.

Hoje não. Nos dias atuais o pulha, o canalha, o crápula, é admirado e referenciado como exemplo a ser seguido.
Que época para criar filhos! Como educá-los em bons exemplos? Como mostrar para eles algumas espécies de homens sapiens que foram bem sucedidos pelo trabalho, na retidão dos estudos, honestamente?
Existem mas estão tornando-se tão escassos...

Havia uma letra de música da década de 70, acho que de Don e Ravel, que dizia mais ou menos assim: "Às vezes eu olho por cima do mundo e os maus, os maus, eu vejo galgando na vida os mais altos degraus”...

E nem preciso aqui repetir parte de um discurso do baiano Rui Barbosa, proferido pouco antes de sua morte, em 1923, e tão repetido ultimamente:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

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