março 31, 2012

A CADEIA ALIMENTAR DO ANO: DO URUBU À FORMIGA

Do blog João Maguila lá de Sinop, gostei e compartilho:

A CADEIA ALIMENTAR DO ANO: DO URUBU À FORMIGA


Gostaria de fazer uma rudimentar comparação, que alguns já devem ter conhecimento, mas que deve ser sempre lembrada para o acaso do esquecimento público

Existem no mundo duas espécies de animais que rodeiam animais prestes a vir a óbito e cadáveres frescos: os urubus e certos políticos. Pelos primeiros, a agonia e sofrimento da “presa” é a garantia da sobrevivência e manutenção da própria vida, a cadeia alimentar sendo aplicada em sua essência natural. Já pelos segundos o sofrimento das pessoas é explorado de forma nefasta, a fim de alimentar a fome e sede de dividendos a que foram viciados.

Vocês devem estar se perguntando, onde entra a formiga, que relação pode ela ter com o urubu? Já lhes explico.

Enquanto o urubu político se alimenta do sofrimento do povo, sobram migalhas que são espalhadas pelos órgãos administrativos a fim de atraí-las, sim, as formigas que se alimentam destas migalhas e se dão por contentes, realizadas. Migalhas na educação, migalhas nas vias públicas, migalhas na saúde e assim segue, por longos QUASE quatro anos. Sim quase porque ao finalzinho do mandato é necessária a realização urgente das obras que beneficiam a população que não se contentava com as migalhas fornecidas nos anos anteriores, pois elas VOTAM.

Eis a hora de que aparecem os “cinquentinhas” uma nova categoria desta cadeia putrefata, alimentada pela infâmia política de uma minoria que acostumada com as regalias alcançadas com o alcance do cume da montanha do erário público, não quer “largar o osso” digo cargo.

Os cinquentinhas são aqueles que não se importam com essa basbaceira toda que circula por aí, não se envolvem em comentários politiqueiros, não concordam com a oposição e simplesmente se anulam. Transformados em uma visão zero de quaisquer problemas alheios e voltados especificamente para o próprio umbigo.

Eu concordo, cinqüenta reais fazem uma diferença enorme no orçamento de algumas famílias, mas será que elas têm noção do que se trata o ato de votar? Será que elas têm noção da luta travada para a conquista do direito ao voto, da luta para que fosse implantada essa tal DEMOCRACIA em nosso país? Tudo lindo, mas uma ilusão... Alguns estão pensando não é mesmo? Mas eu lhes digo ilusão alimentada por vocês, vocês que se vendem, você que se cala perante as injustiças, que omite a sua opinião na sociedade a que você faz parte.

Em épocas de campanhas somos bombardeados por mil promessas, absurdas, misteriosamente aquelas que alguns dias atrás respondemos ser as prioridades em alguma pesquisa eleitoral que passou em nossas casas, encomendada pelos urubus, para falaram as formigas e aos deslembrados que eles estão preocupados com nosso bem estar e sabem exatamente o que precisamos. 

E o povo acredita... Vota lá no urubu, todo feliz com o cinquentinha (que no montante acaba podendo custar 500 mil, sem problemas é só retirar do erário e tudo certo). Depois volta o tempo das formigas. O povo esquece das promessas, os urubus recebem seus gordos salários, desviam milhares dos cofres público, recebe propina de obras que não saem do discurso (e ainda diz que está trabalhando para o povo) e se possível ainda programam tudo de novo para concorrer novamente na próxima eleição ou quem sabe almeja um voou mais alto.

O povo, iludido esquece-se do seu poder, da sua arma, a formiga contente cata suas migalhas e os cinquentinhas e ficam impedidos de cobrar, pois já receberam a bagatela pela ignorância e se acham no direito de criticar aqueles que não caem o conto do vigário.

Aqueles que não caem nesses colóquios flácidos, reclamam, esperneiam, e ainda são tachados de intrigueiros. Cobranças mesmo? Isso poucos fazem. 

Candidatar-se ficou banal em nosso país, a profissão política, embora tenha os urubu é muito cobiçada, político e politicagem viraram profissão de salários gordos e possibilidade de ascensão rápida ao estrelato.

Vou dar uma dica aos urubus, façam campanhas para coisas fúteis talvez o povo se anime mais! Façam festas públicas divirtam as formigas e os cinquentinhas, funciona e talvez reduza o investimento.

As formigas a única coisa que posso fazer e lembrá-las da importância de sua existência definida bem no pensamento de Bertold Brecht:

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. [...] O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que é da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra...”

As formigas tem memória fraca e estão em número cada dia maior...

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