junho 03, 2014

A culpa é do povo

Sim nós humanos chamados de "povo" vivemos a reclamar, excrachamos as autoridades e na vala comum ninguém presta, moldados em adjetivos conceituais e até mesmo hilários nossos representantes são crucificados sem piedade, por suas atitudes egoístas e sem amor pátrio são muitas vezes merecedores de tais comendas, em diversas oportunidades não os defendo e acho até válido algumas referencias dadas.

Porém este povo esquece que os mandatários de cargos estão alí por nossa sugestão, por escolha que fizemos de dois em dois anos, a roda viva se repete a cada legislatura, somos acostumados a reclamar , acomodamo-nos as correntes de facilidades e uma zona de conforto, o famoso não é comigo deixa para lá.
Aprisionados em nossos medos não nos expomos, calamos e  repelimos novos candidatos, rotulamos os corajosos que se lançam em candidaturas sem a força dos coronéis. Muitos idealistas por sua condição não abastada e sem os vínculos com os velhos caciques perdem para o povo que não arrisca a trocar o comodismo do dia a dia. Nós o povo, seguimos como os gados seguem o boiadeiro, repetimos erros e continuamos a rotular nossos futuros e até escolhidos representantes.

É preciso repensar se realmente queremos mudança, se afirmativo devemos rever doutrinas, o velho livro da política contra o autoritarismo militar já não nos é referência, pelo contrário, só ensina o caminho do MALFEITO. Os libertadores de ontem são os generais de hoje e com um exército de personagens travestidos de bons moços, empresários que se dizem "comprometidos" e uma  fileira de tolos incorporados de juízes moralistas seguem para fuzilar seus contrários. Infelizmente a sociedade em sua maioria é medrosa calada e sem vontade própria, não gosta de se envolver,  fica revém dos entrincheirados que como atiradores de elite se posicionam prontos para abater qualquer onda de rebelião.

Para mudar devemos parar de acreditar nas figurinhas fáceis que só aparecem de dois em dois anos, é preciso valorizar os novos que chegam com a mesma força com que espalhamos os adjetivos criados contra nossos hoje representantes.

[Re]pense.

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