junho 03, 2020

Hora de mudança


Você chega na famosa meia idade, o cinquentão e começa a perceber que não vale muito a pena entrar em brigas que não terão nenhum desfecho. Aliás muitas destas brigas já se sabe que são inúteis, mas nós simples mortais adoramos adotar as modinhas como bandeiras do dia a dia.

Tenho pensando a algum tempo sobre aquele velho ditado: 
"briga dois quando um quer" 



O tempo agora é de rotulamentos e sinceramente não tenho paciência para discutir com gente que só está interessado em defender seu lado. Precisamos de pluralidade de idéias e opiniões, mas isto é difícil num país que as pessoas passaram as últimas três décadas vivendo de benesses do erário, o povo adotou o governo como seu melhor patrão e não vê consegue ver o buraco onde entramos. 
As discussões se fazem neste campo das idéias, onde o objetivo é defender de qualquer modo a manutenção de seus benefícios, mesmo tendo que adotar um político corrupto para isso.
Ouvi frases do tipo "gente correta nesse país não ganha eleição, o país gosta desses tipos, temos que jogar com as peças que temos, não me roubando tá de bom tamanho"

Não é de hoje que tenho comentado com amigos que a maior empregadora do país se chama ERÁRIO, muitas famílias se dedicam a criar seus filhos com objetivo muito definido, ser servidor público.  Estabilidade, salários acima da média, benefícios extras entre outros, que na iniciativa privada não teriam como alcançar são os argumentos elencados para definir o futuro de muitos jovens. Minha geração tinha admiração por engenheiros, advogados e tantos outros doutores que nos apresentavam, lá nos idos de 70 era sinônimo de orgulho, hoje ter um curso superior é apenas uma necessidade para preencher os requisitos do concurso público.  Chegaram a criar uma nova profissão, a de concurseiro, pode isso?

Algumas discussões são acaloradas demais para temas demasiadamente enfadonhos e frios.
Tempos volúveis, tudo muda pela conveniência dos valores e isto não me agrada, tempos onde tratar o ladrão por excelência é praxe e o pagador de imposto com desprezo é normal.

É hora da mudança, pelo menos para mim.

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